quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

As indústrias brasileiras de suplementação alimentar podem ser consideradas uma das vilãs das dietas Low Carb?!

Você leu o titulo e se perguntou: “Como assim? Eu tomo WHEY PROTEIN 100% ISOLADO de 2 a 3 vezes por dia e é uma ótima opção para me alimentar sem ingerir carboidratos!” Bom, em parte é verdade, o Whey Protein pode sim ser uma ótima alternativa nas dietas Low Carb. É uma proteína de alto valor biológico, de baixo carboidrato ou até 0% e com um teor de lipídeos, também, muito baixo, mas ele é uma belíssima opção apenas quando o que vem na embalagem, que você gastou um bom dinheiro, é mesmo Whey Protein!

Mas você continua pensando: “Ainda não entendo o que você está querendo dizer, meu WHEY PROTEIN 100% ISOLADO é ótimo! Na tabela nutricional diz que em 30g de produto tem 27g de proteína, 0g de carboidrato e 0g de gordura!” Pois é aí que está o problema! Será que essa é a real tabela nutricional do Whey Protein que você comprou? Se seu Whey for de alguma marca nacional é bem provável que essa não seja a tabela do produto que você adquiriu. Não que tenhamos algum preconceito com nosso país ou com a industria brasileira, mas os laudos feitos em laboratórios conceituados têm mostrado o real valor nutricional dos produtos ofertados por essas empresas e os resultados são extremante absurdos, com altas doses de carboidratos e uma quantidade proteica muito inferior à informada no rótulo.

Os Whey’s fraudulentos não apenas atrapalham os resultados das dietas Low Carb, mas também podem prejudicar, e muito, a saúde de alguns consumidores, principalmente a população que sofre de diabetes. Quando essas empresas mentem para o consumidor, misturando carboidratos ao Whey Protein, muitas vezes este carboidrato é oriundo da Maltodextrina, um carboidrato que após sua ingestão em pouquíssimo tempo no corpo torna-se açúcar, aumentando o índice glicêmico dos diabéticos.

Um dos idealizadores dessa pesquisa para desmascarar, em massa, as marcas enganadoras é um lojista da área de suplementação alimentar, Felix Bonfim, morador da cidade de Londrina. O empresário passou a mandar os suplementos que desconfiava estar em desacordo com o prometido na embalagem aos laboratórios de análise conveniados à Anvisa e ao Inmetro, pois presa pela qualidade dos produtos vendidos em sua empresa. A polêmica estourou rapidamente e tomou ainda mais notoriedade quando o jornal ‘’O Globo’’ publicou a matéria ‘’Músculos de Farinha’’.

A falta de respeito com o consumidor é tão grande que, mesmo a Anvisa autorizando uma diferença de 20% entre o teor proteico divulgado no rótulo e o valor real, muitas dessas empresas ainda excedem, e muito, essa tolerância, que já é bem alta! Algumas marcas chegam a prometer 24g de proteína na dose de 30g e os laudos apontam para 3,37g de proteína, além de dizerem que seu Whey possui apenas 1,7g de carboidratos e os laudos mostram 22,95g!

É claro que existem empresas sérias no ramo da suplementação no Brasil. A ideia desse post não é nem denegrir com a imagem de toda a indústria de suplementação, apenas com a parte fraudulenta, nem dizer vetar a ideia de se suplementar com Whey Protein, mas sim abrir os olhos das pessoas para realidade em que estamos vivendo. Dessa forma, as pessoas devem pesquisar a respeito dos produtos antes de adquiri-los porque, geralmente, essas marcas que adulteram seus produtos são as que oferecem os melhores preços para iludir a clientela. Então, é importante frisar que o Whey Protein é sim uma ótima opção na dieta, quando recomendado pelo nutricionista e o consumidor sabe o que está comprando.

Em resumo, de que forma esses Wheys atrapalhariam uma dieta Low Carb? Numa dieta em que o usuário utiliza mais de uma vez ao dia o Whey  Protein, ele já correria o risco de atrapalhar a proporção de carboidratos prescritos na dieta, além de que as Wheys adulteradas com maltodextrina provocariam picos de insulina no adepto da dieta, o que não seria propício numa dieta de Low Carb!



Fontes:






Por Luiz Dalla Corte Neto

Gordura na Dieta


         Quando se ouve a palavra "gordura" a maioria das pessoas já associa a algum alimento que pode trazer algum malefício não só ao físico , como a saúde. Uma associação que não é correta , já que a dieta Low Carb , que já foi comentada diversas vezes e é o tema principal desse blog , é um exemplo que o consumo de gordura nem sempre está ligado a um ganho de peso ou até mesmo a obesidade. Já se sabe atualmente , após alguns estudos , que a gordura é reguladora dos hormônios e é também responsável pelo metabolismo de substâncias. 

           
                   Em 1970 , os serviços de saúde norte-americanos fizeram uma política de redução do consumo de gordura por dia , chegando a , no máximo , 30% de cal/dia. Já a de gordura animal , foi reduzida para 10% de cal/dia. Após os Estados Unidos implantarem essa medida , o mundo inteiro passou a seguir. 
            Como já foi comentado , as carnes processadas podem aumentar o risco de diabetes e ataques cardíacos (devido aos altos teores de sódio nesse tipo de alimento) , mas nenhum estudo conseguiu comprovar a ligação entre o consumo de carne vermelha e o aumento no risco de doenças cardiovasculares.
               Mesmo com todas as medidas em relação ao consumo de gordura , a população americana aumento (e muito) seu índice de obesos. A principal razão para isso foi que , com a restrição de gordura nas refeições , a comida ficou insossa. Sendo assim , as indústrias aumentaram o açúcar nos alimentos e , consequentemente , a quantidade de carboidratos.
                   A chamada Síndrome Metabólica tem como principal fatos o consumo de açúcar. É uma combinação de : diminuição da fração de HDL no colesterol , aumento da circunferência abdominal , hipertensão arterial e hiperglicemia. Segundo informações de um artigo inglês , mais da metade das pessoas que são diagnosticadas com infarto do miocárdio apresentavam a síndrome metabólica.
                      Por fim , conclui-se que o principal vilão quando o assunto é alimentação , é o famoso açúcar. Utilizado de forma correta , restritamente , ele pode ser ingerido.

Açúcar , o verdadeiro vilão da sociedade atual

Referências : 

-   http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/88/artigo180085-1.asp/
-   http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br



                                                                               Por : Ricardo Lima Algarte



Dieta Dukan

Dr. Pierre Dukan
        A dieta de Dukan foi criada pelo francês Pierre Dukan e é baseada praticamente na ingestão de proteínas. Seu plano alimentar ganhou maior popularidade em 2000 , com a publicação de seu livro "Eu não consigo emagrecer". Após a suposta utilização da dieta pela princesa Kate Middleton , ficou ainda mais conhecida por todo o mundo. Sua dieta foi planejada quando , na década de 70 , se viu cara a cara com casos de obesidade. Após analisar as dietas e as restrições dos pacientes , Dukan criou essa dieta que será comentada agora. 
Livro de Pierre Dukan

       Essa dieta é baseada em quatro fases: ataque , cruzeiro , consolidação e estabilização. Além disso , possui uma lista de mais de 100 alimentos que são permitidos no período da dieta. 
    
           ● FASES

    -  Ataque :  Foi feita para gerar um emagrecimento rápido , chegando a perder até 3kg em uma única semana. O paciente está permitido a comer o quanto quiser de uma lista de 72 alimentos que são ricos em proteínas.
          
              - Cruzeiro :  Foi elaborada para atingir passo a passo o peso desejado , mantendo a ingestão dos alimentos ricos em proteínas , porém , com a adição de 28 verduras específicas. A meta nessa 2ª fase e perder 1kg por semana. 

              - Consolidação :  Essa fase foi criada para evitar qualquer aumento de peso considerável no futuro. Nesta etapa , frutas , queijo e pão estão reintegrados a dieta. Além disso , existem 2 refeições na semana que ficam a critério do paciente , podendo comer qualquer tipo de alimento. 

              -  Estabilização :  Nesta última fase , a pessoa pode comer tudo o que quiser sem ganhar peso , seguindo algumas condições como : separar um dia na semana para a ingestão apenas de proteínas e ingerir farelo de aveia todos os dias. Segundo o Dr. Dukan , essa última etapa deve ser seguida por toda a vida , evitando assim o aumento de peso novamente.  




Referências : 

-    http://seumundolowcarb.blogspot.com.br/2013/07/dieta-dukan.html
-    http://www.copacabanarunners.net/dieta-dukan.html
-    http://en.wikipedia.org/wiki/Pierre_Dukan 


                                                                                Por : Ricardo Lima Algarte 



Obesidade e Low Carb


             Nos dias de hoje , a população mundial está se perdendo quando o assunto é alimentação saudável. Embora na mídia e em muitos outros locais , o corpo bonito e com saúde esteja "estampado" , muito possuem um vício em relação a comida. Os famosos fast foods viraram uma opção para muitas pessoas que estão sem tempo de preparar uma boa e regrada alimentação. São de certa forma acessíveis por não serem caros e , por mais que sejam muito saborosos ,  causam muitos malefícios a saúde e ao bem-estar de cada indivíduo. Se não for mantida uma boa rotina de exercícios físicos , o consumo desse tipo de alimento leva a um ganho de peso e , se não mudar os hábitos , a obesidade.




          A obesidade é um problema que está afetando boa parte da população mundial. Mas falando em relação ao Brasil , os dados do IBGE indicam que cerca de 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos estão com sobrepeso. Por mais que esses índices pareçam altos (o que realmente são) , o Brasil ocupa apenas a 77ª posição no ranking dos países com mais obesos. Os 5 primeiros são : México , Estados Unidos , Síria , Venezuela e Líbia. Todos com mais de 30% da população sofrendo de obesidade.



Graus de Obesidade
           A obesidade é uma doença em que a reserva natural de gordura está além do normal. Uma das medidas que podem ser adotadas para tratar dessa doença , que está no cotidiano de muitos , é a dieta Low Carb. Todos já sabem que essa dieta consiste em um corte total ou muito alto de carboidratos. Sendo assim , estimulam para que o processo de Cetose (utilização de gordura como fonte de energia) ocorra , gerando assim uma rápida perda de peso.
          Embora os resultados sejam de certa forma satisfatórios , a dieta Low Carb é preocupante por possuir uma ingestão grande de gorduras por um longo período de tempo. Atualmente , após estudos , foi confirmado que a gordura (na quantidade certa) faz bem a saúde , sendo responsáveis pelo metabolismo de certas substâncias e também pela regulação de hormônios.
     
      Alguns exemplos de gorduras que fazem bem :
          -  Peixes : Salmão , anchovas , sardinha.
          -  Óleos : Azeite de oliva , óleos de linhaça (segundo estudos , estimulam a liberação de estrogênio após a menopausa)
          -  Frutas : Um exemplo é o abacate , reduz o colesterol e dilata os vasos , além de ser um potente agente antioxidante.


Referências :

-   http://seumundolowcarb.blogspot.com.br/2013/07/obesidade-e-dieta-low-carb.html
-   http://www.portugues.rfi.fr/geral/20110203-mundo-tem-500-milhoes-de-pessoas-obesas
-   http://saude.terra.com.br/nutricao/mexico-e-o-pais-com-mais-obesos-no-mundo-veja-a-lista,6da70f3b8b3cf310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
-   http://www.fundacaosanepar.com.br/noticias/saiba-quais-sao-gorduras-que-fazem-bem-para-o-organismo


                                                                                   Por : Ricardo Lima Algarte

Dieta na prática - Resultado.


Peso final: 79,5 Kg
A dieta teve um bom resultado estético, proporcionando 6,2 kg a menos em um mês. Foi uma experiência de muita dificuldade na primeira semana, mas após este período ficou mais fácil seguir a dieta. O voluntário não teve dificuldade em continuar a praticar as suas atividades físicas. Foi perceptível que nas primeiras semanas foi o período de maior perca de peso, resultado da desidratação que o corpo sofre que não gerou riscos a saúde (é importante lembrar que o acompanhamento de um nutricionista é essencial) e que a adaptação metabólicas do corpo a dieta ocorre muito rápido, dificultando a perca de peso.

Enquanto estava fazendo a Low Carb, ele teve alguns problemas de saúde, que não estavam relacionados com a dieta, mas teve que a interromper para melhorar a recuperação. Devido a este imprevisto os exames finais não foram realizados devido as alterações químicas do corpo com a mudança de dieta e o estado patológico que certamente iriam modificar o resultado.

Por: Higor Holanda

Dieta na prática - Quarta semana de dieta.

Peso: 79,5 Kg
O metabolismo do voluntário entrou em homeostase, dificultando da perca de peso. A intensidade dos treinos foram seguidas sem alterações. Não houve alterações significativas no peso. 

Por: Higor Holanda

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TRASH DAY (dia do lixo), o dia mais aguardado da dieta!

Você já se deparou com a situação de ter aquele amigo que segue a dieta a risca e você o encontra numa pizzaria, churrascaria, lanchonete, sorveteria, e ele estava lá se acabando, comendo várias guloseimas, e você não entendeu nada daquilo? Ao questiona-lo ele argumentou que aquele era o dia do lixo, e você no seu subconsciente pensando “To vendo que é do lixo mesmo, só tá comendo porcaria.”, mais no fundo você não entendeu a finalidade daquilo, pra que se empanturrar daquelas comidas gordurosas, cheias de óleo, açúcar, carboidratos de alto índice glicêmico? Dessa forma o post de hoje servirá para explicar melhor a importância, a forma correta de ser feita e o porquê deste dia tão saboroso!
Sabemos que no começo de uma dieta para redução da gordura corporal¸ os resultados são facilmente obtidos. Contudo¸ esta facilidade vai sumindo com o passar do tempo¸ levando muitas pessoas menos perseverantes a desistirem de seus propósitos. Isto ocorre devido a algumas adaptações orgânicas do metabolismo humano.

Porém grande parte do peso corporal perdido nestes primeiros de dieta é oriunda de uma menor retenção hídrica, depois da adesão de uma dieta restritiva, principalmente quando restrita em carboidratos que é o que nos interessa já que o blog tem como foco principal as dietas Low Carb, pois é reduzida a quantidade de carboidrato corporal e dos estoques de água ligados a ele. Quando você limita sua ingestão alimentar¸ o organismo usa suas reservas de energia para abastecer suas necessidades. Essas reservas fazem parte dos estoques de gordura e de carboidrato. Mas grande parte do carboidrato¸ alocado como de glicogênio hepático e muscular¸ se acaba em alguns dias.


Como 1 g de glicogênio é armazenado com 3 ml de água¸ uma perda expressiva de peso pode ocorrer. Por exemplo¸ 300g de glicogênio e mais o estoque de água correspondente (900 ml)¸ seriam responsáveis por uma diminuição de 1¸2 Kg . Cerca de 70% da perda de peso durante os primeiros dias de dieta deve-se às perdas de liquido corporal. Cerca de 25% são advindos dos estoques de gordura e 5% do tecido muscular.  Todavia¸ ao final da segunda semana de regime¸ a perda de liquido corresponde a apenas 20% da perda de peso, já que a maior parte da retenção hídrica foi eliminada na semana anterior.

Ao término da terceira semana¸ as perdas líquidas são mínimas. À medida que se avança na dieta¸ as perdas de peso têm um custo calórico mais elevado¸ pois a perda de água é menor. Além disso¸ à medida que perde se peso¸ são necessárias menos calorias para manter o novo peso. Parta continuar com uma perda semelhante a do inicio da dieta é preciso ajustar a ingestão calórica da dieta à medida que se perde peso.

Além de termos de adequar a ingestão calórica de acordo com o peso, nosso organismo ainda nos traz uma novidade, um fenômeno chamado de “metabolic slowdown” (desaceleração metabólica)¸ ou seja¸ uma redução no gasto energético total¸ devido principalmente à redução na taxa metabólica basal. Mediante uma redução na ingestão calórica por vários dias consecutivos¸ o organismo humano¸ como uma forma de proteção¸ reduz seu gasto energético. E é aí que entramos com o Trash Day, o famoso “Dia do lixo”! Então inseri se o dia do lixo na dieta para reduzir a probabilidade da ocorrência desta redução metabólica¸ mantendo a perda de gordura corporal elevado no transcorrer das semanas seguintes.

Então estipula se na dieta um dia do lixo, feito no máximo uma vez por semana, podendo ser feito a cada 10 dias, ou a cada 15 dias, a depender do organismo de cada individuo. É liberado nesses dias as escolha de alimentos menos saudáveis, observando sempre a quantidade, considera se a ingestão de cerca de 1000 kcal adicionais nestes dias.

É muito comum após o dia do lixo, um aumento relevando do peso, o que não e motivo para preocupação, pois a maior parte desse aumento no peso é devido ao aumento das reservas carboidratos no organismo, outro fator é que costuma se abusar de alimentos ricos em sódio no dia do lixo aumentando a retenção hídrica.

Várias estratégias podem ser postas a prova para tornar o processo de perda de gordura corporal o mais eficiente e menos nocivo ao organismo. A inserção ao “Dia do Lixo” se apresenta de forma simples e efetiva¸ desde que seja utilizada de uma forma consciente. Várias pessoas tem se beneficiado desta prática¸ tendo excelentes resultados. Porém¸ a individualidade biológica de cada um deve sempre ser respeitada. Procure sempre a orientação de um profissional, médico ou nutricionista para não cometer erros!



Fontes:








Por Luiz Dalla Corte Neto

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Os temidos efeitos colaterais das dietas Low Carb

Já sabemos que as dietas “Low Carb” são como o próprio nome já sugere, dietas com uma baixa concentração de carboidratos na sua composição, geralmente aplicadas por pessoas que visam um perda de peso, principalmente de percentual de gordura. Mais será que estas dietas são realmente saudáveis? Quais são os possíveis efeitos colaterais que elas podem acarretar?

É sobre isto que iremos tratar neste post!

Durante uma dieta Low Carb, são reduzidos os depósitos de gordura devido ao a diminuição calórica advinda da baixa de carboidratos, fonte da maioria das nossas calorias, já que numa dieta “normal” eles são responsáveis por 45% a 65% da energia fornecida ao nosso corpo. Existe uma quantidade relativamente correta de calorias que o organismo necessita para funcionar de forma satisfatória. Quando o consumo de carboidratos é reduzido, o metabolismo sofre um retardamento, forma que o corpo tem de manter sua energia. As calorias necessárias passam então a ser supridas pelas proteínas e gorduras. A Lipólise é acelerada, processo pelo qual a gordura é retirada do tecido adiposo e convertida em Ácidos Graxos Livres (AGL) e Glicerol, que se tornam principal fonte de energia para o fígado, músculo cardíaco e músculo esquelético. O oxalacetato, que normalmente se condensa com o Acetil CoA no Ciclo de Krebs , é convertido em glicose que o cérebro necessita para seu abastecimento energético. Como a oferta de Oxaloacetato diminui, o fígado converte o excesso de Acetil CoA em Corpos Cetônicos. É então que ocorre a Cetose, processo comum em pessoas desnutridas e diabéticas. Contudo em meio a toda essa mudança metabólica, até o organismo se adaptar o usuário da dieta é exposto a uma diversidade de efeitos colaterais:
  • Fadiga, dores de cabeça, náuseas, tonturas e irritabilidade: Carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo, a dieta substitui o fornecimento de carboidrato com proteínas e gorduras. Num primeiro momento é difícil converter gordura em energia.
  •  Má-nutrição: dietas Low Carb privam/retiram da alimentação quase que em sua totalidade alimentos como cereais, frutas e legumes, que são ricos em nutrientes como vitaminas e minerais que são necessários para uma boa saúde.
  • Osteoporose: a dieta é rica em proteína, que aumenta a liberação de cálcio através do processo mictório. A diminuição de cálcio no organismo pode levar ao enfraquecimento dos ossos.
  • Doenças Cardíacas: grande consumo de gorduras pode causar aterosclerose, ou seja, deposição de lipídios nas paredes dos vasos provocando a diminuição no diâmetro dos mesmos, chegando a obstrui-los.
  • Mau-Hálito: devido ao aumento de cetonas pode levar ao mau-hálito em algumas pessoas.
  • Problemas Digestivos: essa dieta leva à menor ingestão de alimentos ricos em fibras, que pode causar problemas digestivos, uma vez que estas são necessárias para evacuações do organismo e sua falta pode levar à constipação. O consumo de água e fibras pode evitar estes problemas em uma dieta low carb.
  • Sobrecarga do Fígado: A produção de glicose a partir de outros compostos  quebra de aminoácidos e dos triglicerídios dos adipócito  é realizado apenas pelo fígado e uma parte pequena dos rins,ocorrendo frequentemente, o fígado ficará sobrecarregado podendo causar prejuízos futuros em seu funcionamento.
  • Fluxo menstrual de uma mulher: Pode ser reduzido de hormônios reagindo às mudanças na dieta. Isso ocorre durante as primeiras semanas da dieta nova.
Então estes são alguns dos principais efeitos colaterais que podem ocorrer durante a utilização de uma dieta Low Carb. Cabe a cada um dentro dos seus objetivos decidir se quer perder alguns quilinhos de forma rápida e eficaz e ficar a margem destes efeitos, ou emagrecer de uma forma mais saudável porém com resultados razoavelmente mais lentos.

Fontes:
Por Luiz Dalla Corte Neto

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

                        Corpos cetônicos e cetogênese

          Corpos cetônicos são moléculas produzidas na matriz mitocondrial das células do fígado em resposta a utilização de ácidos graxos como fonte de energia.  São produzidos quando no corpo há uma privação de glicose (longo jejum ou privação de carboidratos na dieta) onde assim o organismo recorre a quebra de ácidos graxos assim aumentando os níveis de acetil-CoA na corrente sanguínea.  O fígado produz 3 tipos de corpos cetônicos, a partir de 2 acetil-CoA, são esses corpos: Acetoacetato, betaidroxibutirato e acetona, esse último não podendo ser usado pelo cérebro e onde 2% a 30%  da acetona são expelidos pelo corpo por meio de urina e respiração (a causa do chamado “morning breath”, literalmente “hálito da manha”). Os outros dois corpos são utilizados como fonte de energia no cérebro (fonte vital durante o jejum) e no coração, onde são convertidos em acetil-CoA novamente para utilização no ciclo de Krebs e cadeia de transportes de elétrons ou para formação de novos ácidos graxos de cadeias longas que são grandes demais para passarem pela membrana das células nervosas.
          No coração as células preferem utilizar ácidos graxos para seu funcionamento normal, porém funcionam normalmente também utilizando de corpos cetônicos. Já no cérebro a principal fonte de energia é a glicose porém em sua falta no sangue ele passa a funcionar por meio de corpos cetônicos. Após 3º dias de privação de glicose na dieta 30% da energia do cérebro vem desses compostos. No 4º dia passa a ser 70% da energia total (durante os primeiros dias o cérebro não utiliza corpos cetônicos para produção de energia, visto que esses são importantes para produção de ácidos graxos nesse tecido.  O fígado não usa essas cetonas como energia, assim produzindo glicose a base de aminoácidos para sua utilização e de tecidos que não usam dessas como energia.
                                        
          Algumas dietas low carb podem ser cetogênicas, onde o objetivo é fazer o indivíduo entrar em cetose. Nesse estado os níveis de corpos cetônicos estão altos porém ainda seguros (diferentemente de um estado de cetoacidose onde o pH cai drasticamente). Na cetose há uma mudança metabólica, onde ocorre uma diminuição do apetite e a quebra de ácidos graxos está priorizada e muito alta, assim havendo uma diminuição de peso. São dietas mais rígidas pois além do consumo de glicose ser muito baixo (abaixo de 40g diárias), há também a preocupação com o consumo excessivo de proteína, visto que, alguns aminoácidos são glicogênicos e podem atrapalhar a entrada do indivíduo em cetose e a resposta metabólica esperada desse estado. Pode-se acompanhar a eficiência da dieta por meio dos testes de cetonúria que mede os níveis de corpos cetônicos na urina.
Fontes:http://www.fat-new-world.com/2011/02/porque-muitos-falham-entrar-em-cetose.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Ketogenesis
http://en.wikipedia.org/wiki/Ketone_bodies
http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/

http://en.wikipedia.org/wiki/Ketogenesis
http://en.wikipedia.org/wiki/Ketone_bodies
http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/


                                                              Por Gabriel Pretto de Carvalho.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dietas Paleolíticas

Dieta Paleolítica é um conceito que está entrando em evidência nos últimos anos por ocasionar grande perca de peso, pelos mesmos princípios da Low Carb, e por muitos conflitos de opiniões entre os especialistas. Mas afinal, no que se baseia esse tipo de dieta? A ideia surgiu com um pensamento bem simples, o que os nossos ancestrais (período paleolítico) comiam é o que estamos geneticamente adaptados a comer até os dias de hoje devido ao curto período de tempo (baseando-se desde a existência do homem há mais de dois milhões de anos).
            Os alimentos mais liberados nesse estilo de alimentação são carnes, vegetais, frutas e castanhas.


            Observado na pirâmide, as carnes (alimentos ricos em proteínas, gorduras, vitaminas e minerais) são as principais fontes de nutrientes desta dieta substituindo os carboidratos. Deve ter a preferências por peixes, pois possuem gorduras de boa qualidade para o organismo.
            Os vegetais e as frutas são os principais fornecedores de carboidratos. Podem ser consumidos de maneira que respeite a o formato da pirâmide, dando preferencia aos vegetais devido ao maior valor calórico das frutas.
Outro ponto interessante é a maior liberdade do consumo de gorduras, pois naquele período não havia tanta descriminação deste macronutriente, muito pelo contrário, era uma excelente fonte de energia. Além disso, as gorduras são de estrema importância para a absorção de vitaminas, controle da temperatura corporal, regulação intestinal e hormonal.
Entre os defensores da Dieta Paleo há uma discordância a respeito dos líquidos a serem tomados. Alguns defendem o consumo do leite, mas outros falam que somente água deve ser consumida.
Há também conflito de ideias sobre o jejum. O biólogo e ex-atleta norte-americano Mark Sisson é um exemplo, ele defende o jejum e ainda outros costumes, não só alimentícios, como andar descalço, trabalhar em pé, entre outros métodos. Mas o jejum é muito criticado por não fornecer um balanço no índice glicêmico. Além disso, um longo período de jejum pode provocar hipoglicemia, perca da concentração, perca de massa muscular, entre outros malefícios.
Como é perceptível, dietas paleolíticas vão contra muitos dogmas da nutrição, desta maneira, é necessário um maior cuidado e um profissional qualificado para montar essa dieta.

Fontes:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2013/09/conheca-a-polemica-dieta-paleolitica-4260512.html
http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/16359-conheca-os-pros-e-contras-da-dieta-paleolitica-para-emagrecer
http://alimentesecomsabedoria.blogspot.com.br/2012/08/importancia-das-gorduras-ao-organismo.html
http://pucrs.campus2.br/~thompson/Roca102.pdf


Por: Higor Holanda

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Serão as indústrias brasileiras de suplementação alimentar uma das grande vilãs dos adeptos das dietas Low Carb?

Você leu o titulo e se perguntou: “Como assim? Eu tomo meu WHEY PROTEIN 100% ISOLADO de 2 a 3 vezes por dia e é uma ótima opção para me alimentar sem ingerir carboidratos!” Bom, em parte é verdade, o Whey Protein pode sim ser uma ótima alternativa nas dietas Low Carb. É uma proteína de alto valor biológico, de baixo carboidrato ou até 0% e com um teor de lipídeos, também, muito baixo ou nulo, mas ele só é uma belíssima opção quando o que vem na embalagem, que você gastou um bom dinheiro, é mesmo Whey Protein!

Mas você continua pensando: “Ainda não entendo o que você está querendo dizer, meu WHEY PROTEIN 100% ISOLADO é ótimo! Na tabela nutricional diz que em 30g de produto tem 27g de proteína, 0g de carboidrato e 0g de gordura!” Pois é aí que está o problema! Será que essa é a real tabela nutricional do Whey Protein que você comprou? Se seu Whey for de alguma marca nacional é bem provável que essa não seja a tabela do produto que você adquiriu. Não que tenhamos algum preconceito com nosso país ou com a industria brasileira, mas laudos feitos em laboratórios conceituados têm mostrado o real valor nutricional dos produtos ofertados por essas empresas, e os resultados são extremante absurdos, com altas doses de carboidratos e uma quantidade proteica muito inferior à informada no rótulo.

As Whey’s fraudulentas não apenas atrapalham os resultados das dietas Low Carb, mas também podem prejudicar, e muito, a saúde de alguns consumidores, principalmente a população que sofre de diabetes. Quando essas empresas mentem para o consumidor, misturando carboidratos ao Whey Protein, muitas vezes este carboidrato é oriundo da Maltodextrina, um carboidrato que após sua ingestão em pouquíssimo tempo no corpo torna-se um açúcar, aumentando a glicemia dos diabéticos.

Pesquise antes de escolher o seu!
Um dos idealizadores dessas pesquisas para desmascarar essas marcas mentiroras é um lojista da área de suplementação alimentar, Felix Bonfim, morador da cidade de Londrina. O empresário passou a mandar os suplementos que desconfiava estar em desacordo com o prometido na embalagem a laboratórios de análise conveniados à Anvisa e ao Inmetro, pois presa pela qualidade dos produtos vendidos em sua empresa. A polêmica estourou rapidamente e tomou ainda mais notoriedade quando o jornal ‘’O Globo’’ publicou a matéria ‘’Músculos de Farinha’’.

A falta de respeito com o consumidor é tão grande que, mesmo a Anvisa autorizando uma diferença de 20% entre o teor proteico divulgado no rótulo e o valor real, muitas dessas empresas ainda excedem, e muito, essa tolerância, que já é bem alta! Algumas marcas chegam a prometer 24g de proteína na dose de 30g e os laudos apontam para 3,37g de proteína, além de dizerem que sua Whey possui apenas 1,7g de carboidratos e os laudos mostram 22,95g!

É claro que existem empresas sérias no ramo da suplementação no Brasil. A ideia desse post não é nem denegrir com a imagem de toda a indústria de suplementação, apenas com a parte fraudulenta, nem dizer vetar a ideia de se suplementar a Whey Protein, mas sim abrir os olhos das pessoas para realidade em que estamos vivendo. Dessa forma, as pessoas devem pesquisar a respeito dos produtos antes de adquiri-los porque, geralmente, essas marcas que adulteram seus produtos são as que oferecem os melhores preços para iludir a clientela. Então, é importante frisar que o Whey Protein é sim uma ótima opção na dieta, quando recomendado pelo nutricionista e o consumidor sabe o que está comprando.

Tabela com o resultado de algumas Wheys divulgadas por Felix Bonfim

Fontes:







Por Luiz Dalla Corte Neto

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Homeostase, ajuda ou atrapalha?

Um dos cuidados que devem ser tomado quando se faz uma dieta de resultados imediatos é manter a perca de peso constante, fazendo alterações gradativas da dieta, evitando a homeostase.
                E o que é HOMEOSTASE?
                A homeostase (homeo = igual; stasis = ficar parado), é uma tentativa do corpo em manter suas atividades metabólicas, sua temperatura, sua pressão constante, mesmo com mudanças externas ao corpo. A homeostase é regulada pelo tecido adiposo, fígado e muscular e tem relação direta com a disponibilidade dos nutrientes sendo a insulina muito importante no metabolismo de tecido adiposo, pois muita insulina no sangue exerce a função de captação de glicose e, secundariamente, da síntese dos triglicérides. É essencial para a evolução (o organismo mais evoluído não é o mais forte, mas o que melhor se adapta ao meio), porém para quem deseja perder peso ela é um obstáculo.  Esse estado físico requer um determinado tempo para ser reabilitado, pois o Sistema Nervoso envia, através de impulsos nervosos, mensagens para o órgão responsáveis pelo combate das alterações, entretanto o Sistema Endócrino requer muito mais tempo para que os hormônios secretados possam agir em prol a homeostase.
                Em Dietas Low Carb o organismo é desprovido da sua principal fonte de energia, que são os carboidratos (Quebra da homeostase corporal), logo ele tem que promover outras maneiras de produzir energia e evitar alterações no meio interno (orientadas pelo Sistema Nervoso e Sistema Endócrino).  Para facilitar o entendimento, será utilizado como exemplo um outro post deste blog (DIETA NA PRÁTICA). Um voluntário que foi submetido a uma dieta low carb já iniciou com um nível de carboidratos muito baixo. Nas primeiras semanas o voluntário teve uma boa perda de gordura, porém após duas semanas, sem alterações na dieta, ele voltou ao estado de homeostase e não conseguiu mais diminuir o seu percentual de gordura. Com um remanejamento dos carboidratos ao longo do dia houve, mesmo que pequena, uma diminuição da massa corporal do voluntário.
               



Fontes: ftp://ftp.unilins.edu.br/josibotton/fisiologia/complemento%20HOMEOSTASE%20CORPORAL%20aula%201.pdf
http://www.guia.heu.nom.br/homeostase.htm
Livro Tabela de Composição Química dos Alimentos – Franco, Guilherme 

Por: Higor Holanda

domingo, 20 de outubro de 2013

Dieta na prática - Terceira semana de dieta





Peso: 80 Kg
          
           Nesta semana, o voluntário conseguiu perder 2,5 Kg nos primeiros dias, porém, a partir de quinta-feira (03 de outubro de 2013), ele teve o declínio no rendimento do treino, não conseguindo executar os exercícios com qualidade e maior dificuldade em se concentrar. Junto com a deficiência nos treinos, houve uma estagnação no peso, mantendo-o em 80 Kg.

Próxima semana:  Serão exibido novas fotos, a declaração do voluntário.

Por: Higor Holanda

domingo, 13 de outubro de 2013

Funcionamento do corpo durante a Atividade Física
            A energia utilizada pelo corpo e proveniente dos carboidratos, lipídeos e proteínas que ingerimos durante a Alimentação. No entanto, as moléculas não vem prontas dentro de cada alimento para serem utilizadas pela nossa musculatura. É necessária a degradação de cada uma dessas moléculas para depois serem armazenadas em seus respectivos depósitos e por último, enviadas ao músculo que exercerá determinada atividade. No caso dos carboidratos, o corpo humano quebra suas moléculas em glicose e as envia ao fígado e músculo, para serem armazenadas em forma de glicogênio. A gordura, é transformada em ácido graxo e glicerol, e armazenada em forma de triglicerídeo. E por último as proteínas, que são quebradas em aminoácidos.
            Existem 3 diferentes formas de substrato energético utilizadas pelo corpo durante a atividade física, são elas: ATP-CP;  Sistema Anaeróbio; Sistema Aeróbio. o corpo e capaz de escolher entre cada uma delas de acordo com sua necessidade momentânea. Vamos falar brevemente sobre cada um delas.
            ATP-CP: É a principal fonte de energia para todas os processos do organismo e, também, a forma mais rápida de se utilizar energia para execução de atividades intensas de baixa duração pois há a liberação imediata de energia e seu estoque é pequeno. Esta energia vem dos fosfatos de alta energia (ATP e CP) armazenados dentro das células dos músculos a serem utilizados durante a atividade, por isso não duram muito tempo.
            Sistema Anaeróbio:  Após a utilização da ATP, se inicia a liberação de energia pelos carboidratos- via glicolítica. A degradação da glicose ocorre a partir de sua decomposição em duas moléculas de ácido pirúvico, o qual é convertido em ácido lático sem a utilização de oxigênio. Uma das reservas de ATP-CP no corpo é a creatina, encontrada em carnes e suplementos. Esse sistema é utilizado durante atividades de alta intensidade executados por alguns minutos, entre eles: musculação, provas de natação e atletismo que duram alguns minutos.
            Sistema Aeróbio: Sistema capaz de manter o corpo em atividade prolongada durante períodos de tempo muito maiores que no sistema anaeróbio pois as células de gordura chegam a produzir até 35 vezes mais calorias que o glicogênio hepático. Por isso, a gordura acaba sendo mais utilizada para fornecer energia que os carboidratos, porém, é necessário lembrar que, os carboidratos são necessários para dar início ao ciclo. Neste processo, o ácido pirúvico é convertido em acetil CoA, que entra no ciclo de Krebs e inicia o sistema de fornecimento de energia aeróbia. Durante tal processo, a gordura também participa do fornecimento de energia devido à ß oxidação que transforma ácidos graxos livres em Acetil CoA e também entra no ciclo de Krebs (lipólise). É utilizado em exercícios de moderada ou baixa frequência cardíaca e com pequena demanda de ácido lático: maratonas, ciclismo e treinos prolongados.




 Ciclo de Krebs

           



            Os carboidratos e gorduras serão os combustíveis preferidos pelo corpo para adquirir energia, porém, as proteínas (formadas por aminoácidos), também podem ser transformadas em piruvato ou Acetil CoA e assim participar do ciclo de Krebs.
                A energia total proveniente deste metabolismo proteico normalmente varia de 5 a 10%, no entanto, dietas com baixo nível de carboidratos obrigam o corpo a aumentar sua participação para atender as necessidades do músculo.

Alterações decorrentes da Dieta Low Carb no Exercício Físico
            Nas primeiras duas semanas, aproximadamente, o corpo ainda não esta ceto-adaptado (adaptado a usar gordura como fonte de energia no lugar da glicose), por isso, pelo contrário do que muitos pensam, atividades intensas não são recomendadas pois podem estimular um maior nível de catabolismo muscular devido a falta de glicogênio.
                A crença popular alega que nessas primeiras semanas, o corpo perde mais peso pois a dieta funciona melhor e, depois que o corpo se adapta, não funciona mais. Por isso, esse é o melhor período para fazer as atividades mais intensas e potencializar a perda de gordura. Porém, este pensamento esta completamente errado, o fato de perder mais gordura não significa que a dieta funciona melhor no início, pelo contrário, neste período o corpo ainda não se adaptou à falta de carboidratos como fonte primaria e diminui sua taxa metabólica basal (energia mínima para manter o corpo funcionando em repouso) para compensar a falta de energia e ainda não esta ceto-adaptado. Além disso, devido ao catabolismo muscular, de certa forma, quem se exercita demais nas primeiras semanas acaba engordando devido a diminuição da quantidade de massa magra em relação à gordura corporal, que é preservada.
            Após o período de ceto-adaptação, o corpo percebe a falta de carboidratos na dieta e começa a utilizar suas fontes secundarias e terciarias para suprir seu gasto energético.  É neste momento que a dieta começa a mostrar resultados significativos. A gordura se torna a principal fonte de energia, processo que ocorre através da lipólise. A proteína, antes responsável basicamente pela reconstrução do tecido muscular, agora participa também da produção de energia. Assim, as quantidades de proteína dentro da dieta devem ser aumentadas para que não falte proteína para o processo de reconstituição da massa magra.
            Em relação ao exercício físico, o melhor não é ir para academia e ficar horas correndo na esteira ou combinar cinco exercícios diferentes por dia para manter-se o tempo inteiro ''queimando gordura''. Esse tipo de exercício quando praticado na a ausência de carboidratos (logo ausência de glicogênio), estimula o corpo a guardar sua gordura e prioriza a quebra de um tecido mais metabolicamente ativo, como a massa muscular, do que a quebra do tecido adiposo, que exige menos energia para se manter. Só em último caso a gordura vem de forma mais eficiente para manter os mecanismos principais, como o sistema nervoso e o cardíaco, mas nesse momento, estamos falando de casos extremos, como passar dias sem comer. Por isso, o aconselhável é fazer uma atividade intensa e de baixo gasto calórico. Entre elas, exercícios de força e explosão com bons intervalos de descanso. 
Qualquer método de treinamento deve ser acompanhado por um profissional.




      

      Dessa forma, a maneira correta de se exercitar ao fazer uso de uma dieta low carb é, iniciar com atividades menos intensas e ir aumentando gradualmente sua intensidade. E, para potencializar a perda de gordura, utilizar após o período de adaptação do corpo, o método de treinamento conhecido como Exercício Intervalado de Alta Intensidade, devido ao baixo gasto calórico, quando se compara com várias horas de esteira, e por queimar mais que o dobro da gordura que a atividade aeróbia. Para atletas, esse tipo de dieta não é muito recomendada durante o período de treino pois é constatada a existência de efeitos negativos consideráveis, sendo o principal deles a dificuldade de repor os estoques de glicogênio intra-muscular, o que atrapalha na regeneração da musculatura do atleta. Por isso, é utilizada apenas por atletas como fisiculturistas, momentos antes de competir para diminuir a gordura corporal sem afetar a musculatura significativamente.
 Por: Thiago Cantalogo Pereira
Fontes:

Dieta de Atkins

Dr. Robert Atkins

             


    A famosa dieta criada pelo cardiologista americano Robert Atkins foi desenvolvida nos anos 60 e sua utilização perdura até os dias atuais. Embora anteriormente criada , a dieta somente foi publicada em 1972 no livro A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins. Por ser uma dieta eficaz no combate à obesidade , ela é mundialmente conhecida , visto que este problema está presente na realidade de muitos.




    Tendo como base o estudo da diferente alimentação dos Esquimós , a dieta consiste na enorme redução do consumo de carboidratos , tendo sua ingestão de calorias diárias atingindo os incríveis 98% apenas com proteínas e gordura de animais. Após muitas pesquisas , ficou comprovado que os maiores desafiantes da nutrição moderna possuíam uma alta expectativa de vida , sem índice de doenças vasculares e coronárias (doenças provenientes da obesidade e também da ingestão de gorduras e carne vermelha). Antes de formular a dieta , Atkins percebeu que os métodos anteriormente criados não conseguiam conter a compulsão alimentar , fazendo com que as pessoas desistissem da dieta e continuassem acima do peso. O objetivo principal dessa dieta é potencializar a queima de gordura e controlar a compulsão alimentar.


Exemplo de Pirâmide Alimentar da Dieta de Atkins 


A dieta é composta por 4 etapas :

1. CETOSE  
     Durante 15 dias , a alimentação não pode ultrapassar o consumo diário de 20g de carboidratos. A Cetose é um processo que consiste na utilização de gordura corporal como fonte de energia , uma vez que o carboidrato está em baixa no organismo.


2. PERDA DE PESO CONSTANTE 
     Período mais longo da dieta , onde ocorre o emagrecimento. Durante esse tempo , o Dr. Atkins sugeriu uma maior ingestão de verduras e aconselhou que a cafeína e o aspartame fossem evitados.


3. PRÉ-MANUTENÇÃO 
   Após atingir o peso desejado , o consumo de carboidratos sobe para 100g/dia. Possui o objetivo de preparar a pessoa para a manutenção (4ª Etapa).


4. MANUTENÇÃO 
   Por fim , a pessoa conseguirá encontrar um equilíbrio do quanto poderá ingerir de carboidratos , normalmente variando entre 200g e 500g. É necessário um acompanhamento mensal , com os carboidratos podendo ser ingeridos juntamente com a prática de exercícios físicos. 


       A dieta não necessita da utilização de nenhum medicamento , visto que ocorre o processo de Cetose no organismo. Por existir um alto consumo de gordura e proteína , a pessoa não sente fome durante o período de dieta. 
     Com a diminuição de carboidrato no organismo , alguns efeitos colaterais ficam em evidencia , os mais frequentes são : alteração de humor , dores de cabeça , desidratação , sono , tontura e fraqueza. 


   Lembrando que , para toda dieta , é sempre necessário um acompanhamento profissional , visto que cada organismo pode reagir de uma maneira diferente. Dando a devida atenção para isso , será evitado qualquer prejuízo a saúde.


Fontes : 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dieta_de_Atkins
http://seumundolowcarb.blogspot.com.br
http://www.dietadratkins.com 



                                                                                 Por : Ricardo Lima Algarte