sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TRASH DAY (dia do lixo), o dia mais aguardado da dieta!

Você já se deparou com a situação de ter aquele amigo que segue a dieta a risca e você o encontra numa pizzaria, churrascaria, lanchonete, sorveteria, e ele estava lá se acabando, comendo várias guloseimas, e você não entendeu nada daquilo? Ao questiona-lo ele argumentou que aquele era o dia do lixo, e você no seu subconsciente pensando “To vendo que é do lixo mesmo, só tá comendo porcaria.”, mais no fundo você não entendeu a finalidade daquilo, pra que se empanturrar daquelas comidas gordurosas, cheias de óleo, açúcar, carboidratos de alto índice glicêmico? Dessa forma o post de hoje servirá para explicar melhor a importância, a forma correta de ser feita e o porquê deste dia tão saboroso!
Sabemos que no começo de uma dieta para redução da gordura corporal¸ os resultados são facilmente obtidos. Contudo¸ esta facilidade vai sumindo com o passar do tempo¸ levando muitas pessoas menos perseverantes a desistirem de seus propósitos. Isto ocorre devido a algumas adaptações orgânicas do metabolismo humano.

Porém grande parte do peso corporal perdido nestes primeiros de dieta é oriunda de uma menor retenção hídrica, depois da adesão de uma dieta restritiva, principalmente quando restrita em carboidratos que é o que nos interessa já que o blog tem como foco principal as dietas Low Carb, pois é reduzida a quantidade de carboidrato corporal e dos estoques de água ligados a ele. Quando você limita sua ingestão alimentar¸ o organismo usa suas reservas de energia para abastecer suas necessidades. Essas reservas fazem parte dos estoques de gordura e de carboidrato. Mas grande parte do carboidrato¸ alocado como de glicogênio hepático e muscular¸ se acaba em alguns dias.


Como 1 g de glicogênio é armazenado com 3 ml de água¸ uma perda expressiva de peso pode ocorrer. Por exemplo¸ 300g de glicogênio e mais o estoque de água correspondente (900 ml)¸ seriam responsáveis por uma diminuição de 1¸2 Kg . Cerca de 70% da perda de peso durante os primeiros dias de dieta deve-se às perdas de liquido corporal. Cerca de 25% são advindos dos estoques de gordura e 5% do tecido muscular.  Todavia¸ ao final da segunda semana de regime¸ a perda de liquido corresponde a apenas 20% da perda de peso, já que a maior parte da retenção hídrica foi eliminada na semana anterior.

Ao término da terceira semana¸ as perdas líquidas são mínimas. À medida que se avança na dieta¸ as perdas de peso têm um custo calórico mais elevado¸ pois a perda de água é menor. Além disso¸ à medida que perde se peso¸ são necessárias menos calorias para manter o novo peso. Parta continuar com uma perda semelhante a do inicio da dieta é preciso ajustar a ingestão calórica da dieta à medida que se perde peso.

Além de termos de adequar a ingestão calórica de acordo com o peso, nosso organismo ainda nos traz uma novidade, um fenômeno chamado de “metabolic slowdown” (desaceleração metabólica)¸ ou seja¸ uma redução no gasto energético total¸ devido principalmente à redução na taxa metabólica basal. Mediante uma redução na ingestão calórica por vários dias consecutivos¸ o organismo humano¸ como uma forma de proteção¸ reduz seu gasto energético. E é aí que entramos com o Trash Day, o famoso “Dia do lixo”! Então inseri se o dia do lixo na dieta para reduzir a probabilidade da ocorrência desta redução metabólica¸ mantendo a perda de gordura corporal elevado no transcorrer das semanas seguintes.

Então estipula se na dieta um dia do lixo, feito no máximo uma vez por semana, podendo ser feito a cada 10 dias, ou a cada 15 dias, a depender do organismo de cada individuo. É liberado nesses dias as escolha de alimentos menos saudáveis, observando sempre a quantidade, considera se a ingestão de cerca de 1000 kcal adicionais nestes dias.

É muito comum após o dia do lixo, um aumento relevando do peso, o que não e motivo para preocupação, pois a maior parte desse aumento no peso é devido ao aumento das reservas carboidratos no organismo, outro fator é que costuma se abusar de alimentos ricos em sódio no dia do lixo aumentando a retenção hídrica.

Várias estratégias podem ser postas a prova para tornar o processo de perda de gordura corporal o mais eficiente e menos nocivo ao organismo. A inserção ao “Dia do Lixo” se apresenta de forma simples e efetiva¸ desde que seja utilizada de uma forma consciente. Várias pessoas tem se beneficiado desta prática¸ tendo excelentes resultados. Porém¸ a individualidade biológica de cada um deve sempre ser respeitada. Procure sempre a orientação de um profissional, médico ou nutricionista para não cometer erros!



Fontes:








Por Luiz Dalla Corte Neto

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Os temidos efeitos colaterais das dietas Low Carb

Já sabemos que as dietas “Low Carb” são como o próprio nome já sugere, dietas com uma baixa concentração de carboidratos na sua composição, geralmente aplicadas por pessoas que visam um perda de peso, principalmente de percentual de gordura. Mais será que estas dietas são realmente saudáveis? Quais são os possíveis efeitos colaterais que elas podem acarretar?

É sobre isto que iremos tratar neste post!

Durante uma dieta Low Carb, são reduzidos os depósitos de gordura devido ao a diminuição calórica advinda da baixa de carboidratos, fonte da maioria das nossas calorias, já que numa dieta “normal” eles são responsáveis por 45% a 65% da energia fornecida ao nosso corpo. Existe uma quantidade relativamente correta de calorias que o organismo necessita para funcionar de forma satisfatória. Quando o consumo de carboidratos é reduzido, o metabolismo sofre um retardamento, forma que o corpo tem de manter sua energia. As calorias necessárias passam então a ser supridas pelas proteínas e gorduras. A Lipólise é acelerada, processo pelo qual a gordura é retirada do tecido adiposo e convertida em Ácidos Graxos Livres (AGL) e Glicerol, que se tornam principal fonte de energia para o fígado, músculo cardíaco e músculo esquelético. O oxalacetato, que normalmente se condensa com o Acetil CoA no Ciclo de Krebs , é convertido em glicose que o cérebro necessita para seu abastecimento energético. Como a oferta de Oxaloacetato diminui, o fígado converte o excesso de Acetil CoA em Corpos Cetônicos. É então que ocorre a Cetose, processo comum em pessoas desnutridas e diabéticas. Contudo em meio a toda essa mudança metabólica, até o organismo se adaptar o usuário da dieta é exposto a uma diversidade de efeitos colaterais:
  • Fadiga, dores de cabeça, náuseas, tonturas e irritabilidade: Carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo, a dieta substitui o fornecimento de carboidrato com proteínas e gorduras. Num primeiro momento é difícil converter gordura em energia.
  •  Má-nutrição: dietas Low Carb privam/retiram da alimentação quase que em sua totalidade alimentos como cereais, frutas e legumes, que são ricos em nutrientes como vitaminas e minerais que são necessários para uma boa saúde.
  • Osteoporose: a dieta é rica em proteína, que aumenta a liberação de cálcio através do processo mictório. A diminuição de cálcio no organismo pode levar ao enfraquecimento dos ossos.
  • Doenças Cardíacas: grande consumo de gorduras pode causar aterosclerose, ou seja, deposição de lipídios nas paredes dos vasos provocando a diminuição no diâmetro dos mesmos, chegando a obstrui-los.
  • Mau-Hálito: devido ao aumento de cetonas pode levar ao mau-hálito em algumas pessoas.
  • Problemas Digestivos: essa dieta leva à menor ingestão de alimentos ricos em fibras, que pode causar problemas digestivos, uma vez que estas são necessárias para evacuações do organismo e sua falta pode levar à constipação. O consumo de água e fibras pode evitar estes problemas em uma dieta low carb.
  • Sobrecarga do Fígado: A produção de glicose a partir de outros compostos  quebra de aminoácidos e dos triglicerídios dos adipócito  é realizado apenas pelo fígado e uma parte pequena dos rins,ocorrendo frequentemente, o fígado ficará sobrecarregado podendo causar prejuízos futuros em seu funcionamento.
  • Fluxo menstrual de uma mulher: Pode ser reduzido de hormônios reagindo às mudanças na dieta. Isso ocorre durante as primeiras semanas da dieta nova.
Então estes são alguns dos principais efeitos colaterais que podem ocorrer durante a utilização de uma dieta Low Carb. Cabe a cada um dentro dos seus objetivos decidir se quer perder alguns quilinhos de forma rápida e eficaz e ficar a margem destes efeitos, ou emagrecer de uma forma mais saudável porém com resultados razoavelmente mais lentos.

Fontes:
Por Luiz Dalla Corte Neto

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

                        Corpos cetônicos e cetogênese

          Corpos cetônicos são moléculas produzidas na matriz mitocondrial das células do fígado em resposta a utilização de ácidos graxos como fonte de energia.  São produzidos quando no corpo há uma privação de glicose (longo jejum ou privação de carboidratos na dieta) onde assim o organismo recorre a quebra de ácidos graxos assim aumentando os níveis de acetil-CoA na corrente sanguínea.  O fígado produz 3 tipos de corpos cetônicos, a partir de 2 acetil-CoA, são esses corpos: Acetoacetato, betaidroxibutirato e acetona, esse último não podendo ser usado pelo cérebro e onde 2% a 30%  da acetona são expelidos pelo corpo por meio de urina e respiração (a causa do chamado “morning breath”, literalmente “hálito da manha”). Os outros dois corpos são utilizados como fonte de energia no cérebro (fonte vital durante o jejum) e no coração, onde são convertidos em acetil-CoA novamente para utilização no ciclo de Krebs e cadeia de transportes de elétrons ou para formação de novos ácidos graxos de cadeias longas que são grandes demais para passarem pela membrana das células nervosas.
          No coração as células preferem utilizar ácidos graxos para seu funcionamento normal, porém funcionam normalmente também utilizando de corpos cetônicos. Já no cérebro a principal fonte de energia é a glicose porém em sua falta no sangue ele passa a funcionar por meio de corpos cetônicos. Após 3º dias de privação de glicose na dieta 30% da energia do cérebro vem desses compostos. No 4º dia passa a ser 70% da energia total (durante os primeiros dias o cérebro não utiliza corpos cetônicos para produção de energia, visto que esses são importantes para produção de ácidos graxos nesse tecido.  O fígado não usa essas cetonas como energia, assim produzindo glicose a base de aminoácidos para sua utilização e de tecidos que não usam dessas como energia.
                                        
          Algumas dietas low carb podem ser cetogênicas, onde o objetivo é fazer o indivíduo entrar em cetose. Nesse estado os níveis de corpos cetônicos estão altos porém ainda seguros (diferentemente de um estado de cetoacidose onde o pH cai drasticamente). Na cetose há uma mudança metabólica, onde ocorre uma diminuição do apetite e a quebra de ácidos graxos está priorizada e muito alta, assim havendo uma diminuição de peso. São dietas mais rígidas pois além do consumo de glicose ser muito baixo (abaixo de 40g diárias), há também a preocupação com o consumo excessivo de proteína, visto que, alguns aminoácidos são glicogênicos e podem atrapalhar a entrada do indivíduo em cetose e a resposta metabólica esperada desse estado. Pode-se acompanhar a eficiência da dieta por meio dos testes de cetonúria que mede os níveis de corpos cetônicos na urina.
Fontes:http://www.fat-new-world.com/2011/02/porque-muitos-falham-entrar-em-cetose.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Ketogenesis
http://en.wikipedia.org/wiki/Ketone_bodies
http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/

http://en.wikipedia.org/wiki/Ketogenesis
http://en.wikipedia.org/wiki/Ketone_bodies
http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/


                                                              Por Gabriel Pretto de Carvalho.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dietas Paleolíticas

Dieta Paleolítica é um conceito que está entrando em evidência nos últimos anos por ocasionar grande perca de peso, pelos mesmos princípios da Low Carb, e por muitos conflitos de opiniões entre os especialistas. Mas afinal, no que se baseia esse tipo de dieta? A ideia surgiu com um pensamento bem simples, o que os nossos ancestrais (período paleolítico) comiam é o que estamos geneticamente adaptados a comer até os dias de hoje devido ao curto período de tempo (baseando-se desde a existência do homem há mais de dois milhões de anos).
            Os alimentos mais liberados nesse estilo de alimentação são carnes, vegetais, frutas e castanhas.


            Observado na pirâmide, as carnes (alimentos ricos em proteínas, gorduras, vitaminas e minerais) são as principais fontes de nutrientes desta dieta substituindo os carboidratos. Deve ter a preferências por peixes, pois possuem gorduras de boa qualidade para o organismo.
            Os vegetais e as frutas são os principais fornecedores de carboidratos. Podem ser consumidos de maneira que respeite a o formato da pirâmide, dando preferencia aos vegetais devido ao maior valor calórico das frutas.
Outro ponto interessante é a maior liberdade do consumo de gorduras, pois naquele período não havia tanta descriminação deste macronutriente, muito pelo contrário, era uma excelente fonte de energia. Além disso, as gorduras são de estrema importância para a absorção de vitaminas, controle da temperatura corporal, regulação intestinal e hormonal.
Entre os defensores da Dieta Paleo há uma discordância a respeito dos líquidos a serem tomados. Alguns defendem o consumo do leite, mas outros falam que somente água deve ser consumida.
Há também conflito de ideias sobre o jejum. O biólogo e ex-atleta norte-americano Mark Sisson é um exemplo, ele defende o jejum e ainda outros costumes, não só alimentícios, como andar descalço, trabalhar em pé, entre outros métodos. Mas o jejum é muito criticado por não fornecer um balanço no índice glicêmico. Além disso, um longo período de jejum pode provocar hipoglicemia, perca da concentração, perca de massa muscular, entre outros malefícios.
Como é perceptível, dietas paleolíticas vão contra muitos dogmas da nutrição, desta maneira, é necessário um maior cuidado e um profissional qualificado para montar essa dieta.

Fontes:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2013/09/conheca-a-polemica-dieta-paleolitica-4260512.html
http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/16359-conheca-os-pros-e-contras-da-dieta-paleolitica-para-emagrecer
http://alimentesecomsabedoria.blogspot.com.br/2012/08/importancia-das-gorduras-ao-organismo.html
http://pucrs.campus2.br/~thompson/Roca102.pdf


Por: Higor Holanda

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Serão as indústrias brasileiras de suplementação alimentar uma das grande vilãs dos adeptos das dietas Low Carb?

Você leu o titulo e se perguntou: “Como assim? Eu tomo meu WHEY PROTEIN 100% ISOLADO de 2 a 3 vezes por dia e é uma ótima opção para me alimentar sem ingerir carboidratos!” Bom, em parte é verdade, o Whey Protein pode sim ser uma ótima alternativa nas dietas Low Carb. É uma proteína de alto valor biológico, de baixo carboidrato ou até 0% e com um teor de lipídeos, também, muito baixo ou nulo, mas ele só é uma belíssima opção quando o que vem na embalagem, que você gastou um bom dinheiro, é mesmo Whey Protein!

Mas você continua pensando: “Ainda não entendo o que você está querendo dizer, meu WHEY PROTEIN 100% ISOLADO é ótimo! Na tabela nutricional diz que em 30g de produto tem 27g de proteína, 0g de carboidrato e 0g de gordura!” Pois é aí que está o problema! Será que essa é a real tabela nutricional do Whey Protein que você comprou? Se seu Whey for de alguma marca nacional é bem provável que essa não seja a tabela do produto que você adquiriu. Não que tenhamos algum preconceito com nosso país ou com a industria brasileira, mas laudos feitos em laboratórios conceituados têm mostrado o real valor nutricional dos produtos ofertados por essas empresas, e os resultados são extremante absurdos, com altas doses de carboidratos e uma quantidade proteica muito inferior à informada no rótulo.

As Whey’s fraudulentas não apenas atrapalham os resultados das dietas Low Carb, mas também podem prejudicar, e muito, a saúde de alguns consumidores, principalmente a população que sofre de diabetes. Quando essas empresas mentem para o consumidor, misturando carboidratos ao Whey Protein, muitas vezes este carboidrato é oriundo da Maltodextrina, um carboidrato que após sua ingestão em pouquíssimo tempo no corpo torna-se um açúcar, aumentando a glicemia dos diabéticos.

Pesquise antes de escolher o seu!
Um dos idealizadores dessas pesquisas para desmascarar essas marcas mentiroras é um lojista da área de suplementação alimentar, Felix Bonfim, morador da cidade de Londrina. O empresário passou a mandar os suplementos que desconfiava estar em desacordo com o prometido na embalagem a laboratórios de análise conveniados à Anvisa e ao Inmetro, pois presa pela qualidade dos produtos vendidos em sua empresa. A polêmica estourou rapidamente e tomou ainda mais notoriedade quando o jornal ‘’O Globo’’ publicou a matéria ‘’Músculos de Farinha’’.

A falta de respeito com o consumidor é tão grande que, mesmo a Anvisa autorizando uma diferença de 20% entre o teor proteico divulgado no rótulo e o valor real, muitas dessas empresas ainda excedem, e muito, essa tolerância, que já é bem alta! Algumas marcas chegam a prometer 24g de proteína na dose de 30g e os laudos apontam para 3,37g de proteína, além de dizerem que sua Whey possui apenas 1,7g de carboidratos e os laudos mostram 22,95g!

É claro que existem empresas sérias no ramo da suplementação no Brasil. A ideia desse post não é nem denegrir com a imagem de toda a indústria de suplementação, apenas com a parte fraudulenta, nem dizer vetar a ideia de se suplementar a Whey Protein, mas sim abrir os olhos das pessoas para realidade em que estamos vivendo. Dessa forma, as pessoas devem pesquisar a respeito dos produtos antes de adquiri-los porque, geralmente, essas marcas que adulteram seus produtos são as que oferecem os melhores preços para iludir a clientela. Então, é importante frisar que o Whey Protein é sim uma ótima opção na dieta, quando recomendado pelo nutricionista e o consumidor sabe o que está comprando.

Tabela com o resultado de algumas Wheys divulgadas por Felix Bonfim

Fontes:







Por Luiz Dalla Corte Neto